07/05/2026

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Oficinas preparam estudantes do SESI para seletiva da Olimpíada Brasileira de Foguetes

Alunos das escolas SESI Centro e SESI SENAI Benedito Bentes aprendem conceitos de física, química e aerodinâmica durante produção e lançamento de foguetes


Estudantes das escolas SESI Centro e SESI SENAI Benedito Bentes participaram de oficinas de produção de foguetes como preparação para a seletiva da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG), que será realizada na próxima segunda-feira (11), na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), na parte alta de Maceió.

Durante a oficina, os alunos colocaram a mão na massa na construção dos foguetes, aprendendo na prática conceitos de matemática, física, química e aerodinâmica. A atividade da próxima semana também serve para selecionar os melhores lançamentos que poderão representar Alagoas no Campeonato Brasileiro da modalidade, no Rio de Janeiro, em data a ser anunciada.

De acordo com o professor de Ciências da Natureza, Marcos Lima, a oficina aproxima os conteúdos da sala de aula da prática. “Eles aprendem noções de espaço, matemática e física. Trabalham aerodinâmica, níveis de pressão e colocam em prática o que aprendem em sala de aula. Eles constroem as aletas, as coifas, fazem cálculos e entendem como tudo isso funciona no foguete”, explicou.

Categorias

As equipes são divididas em duas categorias. O nível 3 reúne estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Nessa categoria, os foguetes funcionam com água e ar pressurizado, utilizando bomba de ar para o lançamento.

Já o nível 4 é voltado para alunos do Ensino Médio, do 1º ao 3º ano. Nesse caso, os foguetes utilizam a reação química entre vinagre e bicarbonato de sódio, produzindo gás carbônico (CO2), responsável pela pressão necessária para impulsionar o foguete.

A aluna Maria Luisa, de 15 anos, do 1º ano do Ensino Médio da Escola SESI SENAI Benedito Bentes, participa da oficina como voluntária e compartilha experiências com os colegas. Campeã brasileira da OBAFOG ao lado da equipe, ela destacou a importância do projeto em sua trajetória acadêmica e pessoal.

“Hoje em dia, a OBAFOG faz parte da minha história. Eu consegui aprender muito, participei de uma bolsa de estudos e tive a oportunidade de viajar para o Rio de Janeiro. Foi uma experiência incrível e um grande aprendizado, não só na escola, mas também para a vida”, contou.

Na competição do ano passado, a equipe da estudante alcançou mais de 300 metros no primeiro dia e chegou a 410,2 metros no segundo lançamento.

O estudante Levi Gabriel, de 14 anos, do 9º ano, também destacou a experiência da oficina. “É muito interessante porque a gente realmente coloca a mão na massa. Os professores explicam de forma didática e ajudam bastante. A gente aprende junto e troca experiências com todo mundo”, afirmou.

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