23/07/2026

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Setor produtivo entrega estudo sobre mobilidade ao prefeito Rodrigo Cunha

Levantamento conclui que o trânsito na Avenida Gustavo Paiva é alimentado, principalmente, pelo fluxo vindo da parte alta da cidade e sugere intervenções de curto prazo para melhorar a mobilidade


O setor produtivo de Alagoas entregou ao prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, e ao diretor-presidente do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT), André Costa, um estudo técnico que identifica as principais causas dos congestionamentos no eixo viário do Litoral Norte da capital. Apresentado na manhã desta quinta-feira (23), na Casa da Indústria Napoleão Barbosa, o trabalho propõe uma série de intervenções de curto prazo para melhorar a fluidez do trânsito.

A análise, elaborada pelos consultores Roberta Rosas e Múcio Pina, é resultado de uma parceria entre a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi-AL), a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), o Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-AL), o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-AL) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-AL).

Durante a reunião, o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, destacou a importância da cooperação entre iniciativa privada e poder público para buscar soluções para a mobilidade urbana. “Esse é um momento muito importante. Tivemos a oportunidade de apresentar o estudo e acredito que muita coisa poderá ser aproveitada. Sempre defendi essa parceria entre o setor privado e o setor público, porque dela podem sair soluções que beneficiem toda a sociedade”, disse.

O prefeito Rodrigo Cunha afirmou que o levantamento será incorporado às análises técnicas já desenvolvidas pelo DMTT. “Maceió é uma cidade que cresce a cada ano e a mobilidade exige muita dedicação. Quando recebemos um estudo técnico que se soma ao trabalho já realizado pelo DMTT, quem ganha é a população, seja quem utiliza carro ou transporte público. O objetivo é fazer as alterações necessárias para que as pessoas tenham mais qualidade de vida, passem menos tempo no trânsito e mais tempo com suas famílias”, ressaltou.

Segundo o prefeito, as discussões terão continuidade para avaliar a implementação das propostas apresentadas.

Problema vai além do Litoral Norte

O diagnóstico foi baseado em uma contagem volumétrica de tráfego realizada ao longo de 48 horas de monitoramento, distribuídas em oito pontos estratégicos da região, permitindo mapear a origem dos deslocamentos e identificar os principais gargalos da malha viária.

Uma das principais conclusões do levantamento é que o congestionamento registrado diariamente na Avenida Comendador Gustavo Paiva não é provocado, majoritariamente, pelos empreendimentos instalados no Litoral Norte, como costuma ser apontado.

No horário de maior movimento pela manhã, entre 6h45 e 7h45, foram contabilizadas 2.958 viagens na avenida. Desse total, o estudo identificou que 1.109 veículos chegam pela Avenida Rota do Mar, 745 pela Ladeira do Óleo, 435 pela Avenida Josefa de Melo, 215 pelo cruzamento conhecido como “Ladeira do PC”, 169 pela Pierre Chalita e 420 pela José Ribeiro Toledo.

Segundo os consultores, atualmente apenas cerca de 70 viagens nesse período têm origem nos empreendimentos já instalados no Litoral Norte, indicando que a maior parte da demanda vem da parte alta da cidade e dos deslocamentos pendulares realizados diariamente pela população.

As conclusões do estudo apontam que os congestionamentos decorrem da combinação de diversos fatores, como o elevado fluxo vindo da parte alta de Maceió, a concentração dos veículos na Avenida Gustavo Paiva, gargalos geométricos, cruzamentos críticos, operação semafórica e a escassez de rotas alternativas.

O presidente da Ademi-AL, Osman Ramires Neto, afirma que o diagnóstico ajuda a desfazer uma percepção equivocada sobre a origem do problema. “Esse diagnóstico desmistificou que o problema de congestionamento da Gustavo Paiva seria oriundo do Litoral Norte e ficou provado, cientificamente, que o problema é muito maior. São várias vias de acesso que descem da parte alta de Maceió que desembocam na Gustavo Paiva e precisam de melhorias”, afirmou.

Segundo ele, outro ponto positivo do estudo é a apresentação de alternativas viáveis para enfrentar a situação. “Foram apresentadas soluções de baixo custo e baixo impacto que podem resolver esse problema, pelo menos momentaneamente.”

Soluções de curto prazo

Além do diagnóstico, o estudo propõe uma série de intervenções consideradas de rápida execução e menor custo. Entre elas estão o alargamento em dois metros da Avenida Gustavo Paiva, no trecho entre o Parque Shopping e o supermercado G. Barbosa, para implantação de uma quarta faixa de rolamento; construção de uma passarela para pedestres em frente ao shopping; ampliação do raio da curva de acesso da Avenida José Ribeiro Toledo para a Gustavo Paiva; readequação do cruzamento da Avenida João Davino com a Gustavo Paiva, incluindo redimensionamento da ilha e instalação de semáforo; além da ampliação da Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes para permitir uma terceira faixa de rolamento, implantação de três baias de ônibus e alargamento da ponte existente no trecho.  

O estudo também apresenta uma proposta de implantação de binário e simulações indicando ganhos na fluidez do tráfego.  Participaram do encontro o 1º vice-presidente da FIEA e presidente do Sinduscon-AL, José da Silva Nogueira Filho; o presidente da Câmara Municipal de Maceió, vereador Chico Filho; empresários e gestores municipais.

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